Robbie Jacks

Se você tem mais de 30 anos, está solteira e não sabe bem como aproveitar a vida, este clube é pra você!

Nosso clube é o que existe de mais decadente na face da Terra, e é a sua cara!

Nossas reuniões acontecem todas as sextas-feiras, à meia-noite, em algum point xexelento da cidade.
Nosso uniforme é o tubinho: pode ser preto, branco, colorido, o que importa é ser o mais envasado a vácuo possível! Se tiver transparências em lugares estratégicos, melhor! Menos pano=mais sucesso!

Nos pés, nada menor que um salto 15, por favor. Chapinha e make de teatro kabuki são um must. Dica: abuse do rímel. Ele vai fazer você pensar duas vezes antes de chorar as mágoas depois de ser tratada como um pedaço de carne na balada.

Nosso clube também oferece diversos cursos pra você se dar bem (?) na arte do amor:

- Workshop de "como fingir que não ligo se ele não liga";

- Palestra motivacional, feat. "Não era para ser", "Seu dia vai chegar", "Foca no trabalho", com participação especial do clássico "Ele não te merece". Imperdível!

-Oficina de serralheria para aprender a polir a cara-de-pau dos homens;

- Técnicas de tai-chi-chuan, medicina ayuvédica e mentalizações, para atingir o nirvana na próxima vez que sua tia distante perguntar: "E os namoradinhos?"

-Curso intensivo de cuidados infantis, pra você que vai virar babá dos filhos de suas amigas casadas. Por uma graninha extra, já vamos te chamando de titia, porque é pra isso que você vai ficar mesmo.

- Treinamento de primeiros socorros, para acudir as amigas solteiras que perdem a linha nas baladas de sexta.

Caso precise, também fazemos intervenção no sábado de manhã, para buscar as novatas na casa da transa furada de sexta. O kit, com cura-ressaca, remédios anti-aids e pílula do dia seguinte é vendido à parte.

Ao final do curso, você será premiado com seu primeiro filhote de gato. Sugerimos que dê à ele um nome seguido do número 1, pois ele é só o começo de sua longa e próspera vida como "a louca dos gatos", que é como os filhos dos vizinhos irão te chamar!

Pare de reclamar da sua vida solitária e venha se sentir mais sozinha ainda com a gente! Insatisfação garantida ou seu dinheiro de volta!
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Robbie Jacks


Confesso que recebi com um sorriso no rosto a notícia de que a atriz Paolla Oliveira trocou Joaquim Lopes por outro ator. Não sei se a ex dele, Thais Fersoza, também riu ao receber a notícia, mas acredito que sim. É aquela piscadela do universo que demora, demora, mas um dia chega.

Lá no fundinho, uma situação dessas é o que todos queremos: a completude da vingança, o riso solto, a certeza de que há justiça no mundo e que não sofremos à toa. Aqui se faz, aqui se paga, é o que queremos acreditar. É por isso que vemos novelas, lemos histórias, torcemos para os mocinhos, vibramos quando um bandido é preso. É por isso que, até hoje, sentimos pena da Jennifer Aniston, mesmo ela sendo magra, rica, linda e noiva de um cara magro, rico e lindo. Nem o Brad nem a Angelina se fuderam ainda, então, parece que a novela não acabou. É preciso que a parte ofensora se dê mal, se estrepe, peça pra voltar de joelhos. Aí sim nos sentimos vingados, ou melhor, justiçados. É catártico.

Os defensores do amor livre olham de cara feia para nós, reles mortais. Pregam que ninguém escolhe se apaixonar por outra pessoa, que ninguém rouba ninguém de ninguém, que amor é assim mesmo. Devem ser mais evoluídos do que eu, com certeza. Porque eu só penso na sacanagem que duas pessoas fizeram com outra.

Não, eu não estou por dentro da história. Não sei se o namoro foi bom ou ruim, se o casamento foi forçado ou não. Mas ele a namorou. Pediu-a em casamento. Casaram-se e, na frente de todo mundo que importa pros dois, juraram amor até que a morte os separasse. Entraram num avião rumo a um lugar paradisíaco onde desfrutariam de seu novo status. Voltariam provavelmente para uma casa nova, desembrulhariam os presentes e começariam a dar vida, uso, cheiro e cara ao seu novo lar. Mas ele escolheu fugir de tudo isso, e pior: tomou uma decisão já calçado em outra, planejando com a amante um futuro que não incluiria nada daquilo para o qual havia se preparado. Traiu não só o relacionamento, mas todos os planos que largou com a então esposa. Covarde.

Sobra raiva para a amante também. Se for verdade que a paixão não tem tiro certo, também é verdade que podemos escolher não seguir o coração, não deixar-se seduzir pela tentação. Ora, não somos humanos, racionais e com livre arbítrio? Em tese, podemos tudo: mentir, xingar, roubar, matar, trair. Porém, o que nos impede de pôr em prática um ou mais dos verbos acima é a nossa moral. É ela quem nos dita, mais do que a Bíblia, a não cobiçar o que é do próximo. O carinha é culpado de ter traído? Óbvio! Tá feio, ta escroto. Mas ela também tem responsabilidade, pois escolheu se meter no meio de uma história que já estava andando. Se não tivesse cativado, ou se deixado cativar, ele poderia mesmo assim pular a cerca, mas com outra pessoa. E essa pessoa que lidasse com o carma no final das contas. O que que custa jogar limpo com o parceiro? Não tá afim, vai embora, termina, não casa. Mas não traia!

Agora, com a notícia de que a Paolla fez o que já sabemos que a Paolla sabe fazer, nos sentimos completos. Mesmo com a Thais já casada (e feliz, espero), estava faltando o gostinho daquele prato que se come frio e, de preferência, sangrando. Mesmo que cinco anos tenham se passado, mesmo que a Thais já nem pense mais no cara, mesmo que a maior vingança dela tenha sido voltar a ser feliz, sempre falta o bandido se dar mal no final. Sou e serei sempre team Grazi, team Scheila, team Aniston, team Calabresa (apesar dela ter lidado escrotamente com a situação).


E agora que ele já pagou pelo seu “crime” e voltou a ter ficha limpa, ele pode catar seus caquinhos, recomeçar e ser feliz de verdade. Mas, por enquanto, espero que esteja doendo bastante, viu, Joaquim? Bem feito.
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