Robbie Jacks

Você sabe paquerar? Jogar um charme, pegar um telefone, correr atrás de um cara? Eu não sei. E, para falar a verdade, A-B-O-M-I-N-O, e vou dizer por quê.

A ideia de ter de convencer um cara de que valho a pena não me parece nem um pouco legal. Imagina: o carinha tá ali, todo lindo, descolado, nem aí para mim. Ele já de cara não simpatizou com meu visual, ou meu jeito de ser. Sim, por que, se ele tivesse gostado, se mostraria interessado, jogaria um charme, não? (vamos eliminar aqui todas as variáveis, pelo bem do meu argumento,sim?)

Pois bem. Ele me trata como amiguinha, foge pelos escanteios, fica de olho em minhas amigas e eu lá, babando pelo cara, convicta de que eu sou a mulher perfeita para ele. Só que ele não sabe. Nem me nota. Então cabe a mim ficar fazendo marketing de mim mesma, vendendo meu peixe e minha alma para que ele, um dia, olhe para mim e diga: "Hum, parece interessante". Ridículo! Se ele não viu de cara o quão especial e "perfeita para ele" eu sou, azar o dele!!

Lembre da Carrie Bradshaw. Tem mulher mais patética nesse mundo que ela? Correndo atrás do Mr. Big a torto e a direito, dispensando carinhas legais e se jogando nos safados, mas sempre esperando uma migalha de afeto do safado do Big, que brincava fácil com os sentimentos dela, sumindo e aparecendo quando queria...

Felizmente não vi o último capítulo de Sex & The City. Tampouco vi o filme. Não sei se eles terminaram juntos mas, se o filme terminou com um final "feliz", a vida deles certamente não acabaria aí. Não duvido nada que a Carrie se remoeria o resto da vida, com medo de que seu Big se apaixonasse incontrolavelmente por uma mulher que não precisou fazer propaganda nenhuma de si mesma, que simplesmente estava ali, quando ele a viu e pensou: "Hum, parece interessante".

Essa é uma continuação da minha teoria sobre tampas e panelas. Quando você é conquistada por um carinha que teve de fazer propaganda de si mesmo, um dia você se encontrará na mesma situação do relacionamento morno. E olhará para os lados, esperando encontrar aquela pessoa a qual você olhará e dirá: "Hum, parece interessante". E voltaremos ao início da estória.
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Robbie Jacks

Não sei se nós, enquanto na Terra, temos o direito (ou a audácia!) de termos mais de um amor na vida. E, quando eu digo amor, não pense nesse seu namorado meia-boca, que almoça contigo todo feliz na casa da sua avó e te faz as mesmas surpresas manjadas com intervalos irritantemente regulares. Estou falando daquela pessoa na qual você pensa quando seu namorado não está.

Ele, que ainda dá um nó no seu estômago toda vez que se lembra do tempo que passaram juntos. Que, se te pedir em namoro, você larga namorado, noivo, marido, o escambau e foge para a China com ele. É dele que falo. Por que será que não somos o grande amor do grande amor das nossas vidas??? Se vocês tiveram um relacionamento que foi arrebatadoramente apaixonante, por que vocês não estão mais juntos? Se seu amor ainda é tão forte e a saudade, cada vez maior, por que diabos não deu certo? Será que, um dia, alguém vai ser capaz de te encher tanto de alegria quanto esse fantasma do seu passado?

Aí eu me ponho a pensar nessa pessoa, e nos seus relacionamentos. Será que ele também está preso num relacionamento morno, com uma namorada mais ou menos, que também faz pequenas surpresas manjadas em intervalos irritantemente regulares? Sim, porque ele também deve ter tido uma paixão arrebatadora no passado, que hoje está em outro relacionamento morno, cheio de surpresas manjadas... você entendeu! Acho que Deus não sabe mesmo colocar as tampas nas panelas...

Se a vida é isso, um emaranhado de desencontros, desamores e des-afetos, não entendo por que as pessoas se casam. Será que os noivos se escolhem por que desistiram de correr atrás de uma velha paixão? Será que todos nós, que somos obrigados a engolir esse relacionamento sem tempero, temos medo de nunca mais encontrar alguém que nos faça sentir verdadeiramente vivos?

Isso eu não sei. Mas eu desconfio de que, em algum lugar, alguém que, neste momento, divide um miojo safado com a namorada, que também faz manjadas surpresas em intervalos blábláblá, ao se deitar, estará secretamente pensando em mim. E não duvido nada de que ele, em seu último pensamento antes de ser tragado pelo mundo dos sonhos, indague com amargor: "Por que não deu certo?"
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2009 definitivamente não foi meu ano. Sempre que ouvia as pessoas falando de sofrer de "estresse", achava que era frescura, uma hipérbole. Quem, afinal, poderia sentir dor de verdade por algo que se passa na mente?
Pois eu mordi a língua. E, como se não bastasse a agonia que morder a língua causa, outras partes do corpo resolveram se manifestar de maneira (muito) dolorosa . Mas, por incrível que pareça, uma perna quebrada, várias crises de gastrite e duas cirurgias não foram o "fundo do poço" do meu ano. Foi o estresse. Essa bendita palavra que abriga milhões de causas foi a responsável por fazer com que 2009 seja lembrado por mim como o "Ano Em Que Não Vivi".
O estresse de aulas e trabalho me custou noites em claro, me fez brigar com a família, me deixou ansiosa, levou meu namorado para longe. 2009 foi um ano em que nem reza braba adiantou. Apelei para santos e babalorixás, unguentos e homeopatia, e de nada adiantou. Todos os dias havia uma nova pedra no caminho. E todas as noites dormi cansada de carregá-las.
Se nossa civilização não contasse seu tempo através de anos, confesso que estaria muito deprimida. 2009 me testou, me maltratou, judiou de mim, e não me sinto mais forte, nem mais inteligente. Se a vida fosse apenas um contínuo de sóis e luas, sem marcações de tempo, poderia jurar que este inferno em que me encontro é para sempre. Felizmente, os 31 de dezembro sempre trazem algo de mágico, de místico. Mal posso esperar para colocar minha roupa branca, rasgar em pedacinhos o calendário de 2009 e, de braços abertos, saudar aquele que, espero eu, seja o meu ano!
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Robbie Jacks



Que nós vivemos em sociedade, é óbvio. Que toda sociedade tem suas regras, também não preciso dizer. Regras de trânsito, de gramática, de trabalho, de saudação e até de fila de supermercado: nos entendemos através dessas práticas sociais comuns a todos. Se fôssemos todos guiados pelo bloco do "my world, my rules", voltaríamos ao tempo das cavernas.

De vez em quando surge alguém que cisma em "quebrar" essas regras. Senta no lugar destinado para os velhinhos, fura a fila no caixa do banco, dá tapinhas brincalhões no ombro do chefe esnobe ou, como no caso da Geisy, usa roupas inapropriadas para um ambiente acadêmico.

Não venha me perguntar se eu condeno a atitude da menina. Como todos os estudantes naquele fatídico dia, acredito sim que ela não se vestiu da maneira adequada para uma sala de aula. Ao mesmo tempo, a reação dos estudantes foi exagerada e desnecessária, como se dissessem: "desse mal eu não sofro"!

Bom senso não dói. Infelizmente, é uma virtude que não se acha em farmácia, nem em cadeira de universidade. Geisy deveria ter pensado antes de colocar aquela roupa e afrontar a moral da instituição (e a sua). Mas seus colegas de classe também deveriam ter pensado antes de criarem um tumulto que sujou muito mais o nome de sua universidade do que qualquer vestidinho rosa seria capaz.
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