Robbie Jacks

Desde pequena, ouço o velho cântico: "corra atrás dos seus objetivos!", "lute pelo que quer!", "nunca desista dos seus sonhos!" (isso é até um livro, não?). Até a Xuxa, às 8 da manhã, falava para mim "querer, poder e conseguir!". Ok, Xuxa, agora me responda: e quando você QUER, acha que PODE, mas o mundo conspira para você NÃO CONSEGUIR?????

Por que tem certas coisas na vida que, por mais que a gente queira, não consegue? Você tenta de um jeito, tenta de outro, reza, se empenha, come e dorme pensando naquilo e, simplesmente, não acontece. Você rema para um lado, e a vida cisma em te puxar para o outro. E, no final das contas, você acaba arrastado pela correnteza, indo parar num lugar estranho, quando tudo que você quer está logo ali, do outro lado dessa imensidão azul. Por quê???

O pior é quando as pessoas dizem: "ah, mas não era para ser...". Gente, é ÓBVIO que não "era para ser", porque, se fosse para ser, já tinha sido, não? Mas o que me enraivece é que, por mais que as pessoas digam isso, e por mais que eu saiba, o desejo por aquilo que não aconteceu (mas devia) continua existindo.

E aí as pessoas procuram novas maneiras de satisfazer esse desejo. Eu, particularmente, não quero ser uma dessas pessoas que "se encontraram" vivendo outra coisa (que só estão vivendo porque aquilo que mais desejavam lhes foi negado). Não tem nada pior do que viver com um prêmio de consolação.

Peraí, tem sim: pior do que viver com a medalha de prata é ganhar o ouro e descobrir que é lata. Sabe quando alguém finalmente consegue o que quer, mas tudo dá tão errado, mas tão errado, que parece que jogaram uma mandinga braba em cima do sonho dela???

E aí aparecem os sábios de todo canto dizendo: "tá vendo? Toma cuidado com o que você pede, porque Deus pode realmente realizar seu desejo!".

Para falar a verdade, não sei o que é pior: não conseguir o que se quer, conseguir o que se quer para depois descobrir que tudo deu errado, ou essas pessoas futriqueiras, cheias de conselhos vazios e filosofias baratas.

Eu só quero alcançar o meu sonho. E que ele seja tão bom quanto eu imagino. E que isso me faça feliz. E que os futriqueiros mordam a língua.


Será que é pedir demais?


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Robbie Jacks

Você sabe paquerar? Jogar um charme, pegar um telefone, correr atrás de um cara? Eu não sei. E, para falar a verdade, A-B-O-M-I-N-O, e vou dizer por quê.

A ideia de ter de convencer um cara de que valho a pena não me parece nem um pouco legal. Imagina: o carinha tá ali, todo lindo, descolado, nem aí para mim. Ele já de cara não simpatizou com meu visual, ou meu jeito de ser. Sim, por que, se ele tivesse gostado, se mostraria interessado, jogaria um charme, não? (vamos eliminar aqui todas as variáveis, pelo bem do meu argumento,sim?)

Pois bem. Ele me trata como amiguinha, foge pelos escanteios, fica de olho em minhas amigas e eu lá, babando pelo cara, convicta de que eu sou a mulher perfeita para ele. Só que ele não sabe. Nem me nota. Então cabe a mim ficar fazendo marketing de mim mesma, vendendo meu peixe e minha alma para que ele, um dia, olhe para mim e diga: "Hum, parece interessante". Ridículo! Se ele não viu de cara o quão especial e "perfeita para ele" eu sou, azar o dele!!

Lembre da Carrie Bradshaw. Tem mulher mais patética nesse mundo que ela? Correndo atrás do Mr. Big a torto e a direito, dispensando carinhas legais e se jogando nos safados, mas sempre esperando uma migalha de afeto do safado do Big, que brincava fácil com os sentimentos dela, sumindo e aparecendo quando queria...

Felizmente não vi o último capítulo de Sex & The City. Tampouco vi o filme. Não sei se eles terminaram juntos mas, se o filme terminou com um final "feliz", a vida deles certamente não acabaria aí. Não duvido nada que a Carrie se remoeria o resto da vida, com medo de que seu Big se apaixonasse incontrolavelmente por uma mulher que não precisou fazer propaganda nenhuma de si mesma, que simplesmente estava ali, quando ele a viu e pensou: "Hum, parece interessante".

Essa é uma continuação da minha teoria sobre tampas e panelas. Quando você é conquistada por um carinha que teve de fazer propaganda de si mesmo, um dia você se encontrará na mesma situação do relacionamento morno. E olhará para os lados, esperando encontrar aquela pessoa a qual você olhará e dirá: "Hum, parece interessante". E voltaremos ao início da estória.
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Não sei se nós, enquanto na Terra, temos o direito (ou a audácia!) de termos mais de um amor na vida. E, quando eu digo amor, não pense nesse seu namorado meia-boca, que almoça contigo todo feliz na casa da sua avó e te faz as mesmas surpresas manjadas com intervalos irritantemente regulares. Estou falando daquela pessoa na qual você pensa quando seu namorado não está.

Ele, que ainda dá um nó no seu estômago toda vez que se lembra do tempo que passaram juntos. Que, se te pedir em namoro, você larga namorado, noivo, marido, o escambau e foge para a China com ele. É dele que falo. Por que será que não somos o grande amor do grande amor das nossas vidas??? Se vocês tiveram um relacionamento que foi arrebatadoramente apaixonante, por que vocês não estão mais juntos? Se seu amor ainda é tão forte e a saudade, cada vez maior, por que diabos não deu certo? Será que, um dia, alguém vai ser capaz de te encher tanto de alegria quanto esse fantasma do seu passado?

Aí eu me ponho a pensar nessa pessoa, e nos seus relacionamentos. Será que ele também está preso num relacionamento morno, com uma namorada mais ou menos, que também faz pequenas surpresas manjadas em intervalos irritantemente regulares? Sim, porque ele também deve ter tido uma paixão arrebatadora no passado, que hoje está em outro relacionamento morno, cheio de surpresas manjadas... você entendeu! Acho que Deus não sabe mesmo colocar as tampas nas panelas...

Se a vida é isso, um emaranhado de desencontros, desamores e des-afetos, não entendo por que as pessoas se casam. Será que os noivos se escolhem por que desistiram de correr atrás de uma velha paixão? Será que todos nós, que somos obrigados a engolir esse relacionamento sem tempero, temos medo de nunca mais encontrar alguém que nos faça sentir verdadeiramente vivos?

Isso eu não sei. Mas eu desconfio de que, em algum lugar, alguém que, neste momento, divide um miojo safado com a namorada, que também faz manjadas surpresas em intervalos blábláblá, ao se deitar, estará secretamente pensando em mim. E não duvido nada de que ele, em seu último pensamento antes de ser tragado pelo mundo dos sonhos, indague com amargor: "Por que não deu certo?"
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2009 definitivamente não foi meu ano. Sempre que ouvia as pessoas falando de sofrer de "estresse", achava que era frescura, uma hipérbole. Quem, afinal, poderia sentir dor de verdade por algo que se passa na mente?
Pois eu mordi a língua. E, como se não bastasse a agonia que morder a língua causa, outras partes do corpo resolveram se manifestar de maneira (muito) dolorosa . Mas, por incrível que pareça, uma perna quebrada, várias crises de gastrite e duas cirurgias não foram o "fundo do poço" do meu ano. Foi o estresse. Essa bendita palavra que abriga milhões de causas foi a responsável por fazer com que 2009 seja lembrado por mim como o "Ano Em Que Não Vivi".
O estresse de aulas e trabalho me custou noites em claro, me fez brigar com a família, me deixou ansiosa, levou meu namorado para longe. 2009 foi um ano em que nem reza braba adiantou. Apelei para santos e babalorixás, unguentos e homeopatia, e de nada adiantou. Todos os dias havia uma nova pedra no caminho. E todas as noites dormi cansada de carregá-las.
Se nossa civilização não contasse seu tempo através de anos, confesso que estaria muito deprimida. 2009 me testou, me maltratou, judiou de mim, e não me sinto mais forte, nem mais inteligente. Se a vida fosse apenas um contínuo de sóis e luas, sem marcações de tempo, poderia jurar que este inferno em que me encontro é para sempre. Felizmente, os 31 de dezembro sempre trazem algo de mágico, de místico. Mal posso esperar para colocar minha roupa branca, rasgar em pedacinhos o calendário de 2009 e, de braços abertos, saudar aquele que, espero eu, seja o meu ano!
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Que nós vivemos em sociedade, é óbvio. Que toda sociedade tem suas regras, também não preciso dizer. Regras de trânsito, de gramática, de trabalho, de saudação e até de fila de supermercado: nos entendemos através dessas práticas sociais comuns a todos. Se fôssemos todos guiados pelo bloco do "my world, my rules", voltaríamos ao tempo das cavernas.

De vez em quando surge alguém que cisma em "quebrar" essas regras. Senta no lugar destinado para os velhinhos, fura a fila no caixa do banco, dá tapinhas brincalhões no ombro do chefe esnobe ou, como no caso da Geisy, usa roupas inapropriadas para um ambiente acadêmico.

Não venha me perguntar se eu condeno a atitude da menina. Como todos os estudantes naquele fatídico dia, acredito sim que ela não se vestiu da maneira adequada para uma sala de aula. Ao mesmo tempo, a reação dos estudantes foi exagerada e desnecessária, como se dissessem: "desse mal eu não sofro"!

Bom senso não dói. Infelizmente, é uma virtude que não se acha em farmácia, nem em cadeira de universidade. Geisy deveria ter pensado antes de colocar aquela roupa e afrontar a moral da instituição (e a sua). Mas seus colegas de classe também deveriam ter pensado antes de criarem um tumulto que sujou muito mais o nome de sua universidade do que qualquer vestidinho rosa seria capaz.
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Posso dizer que sou uma pessoa de sorte. Às vezes, quando algo ruim acontece, sei que a culpa é minha. Se as coisas não ficam piores, é por causa desse anjinho que tenho ao meu lado, que deve estar de saco cheio das minhas artes. Mas é que eu sou brasileira, e bem lerdinha de vez em quando.

Um urubu pousou na minha sorte naquele dia. Se ele tivesse feito ninho nela, eu não estaria aqui para contar a história. Sexta série, prova de matemática: eu, toda calma, fui à pé para a escola, carregando apenas o estojo. Como ser atrasada faz parte do meu charme, cheguei lá em cima da hora da prova. E olha minha surpresa: fui barrada no portão pela inspetora! Motivo? Esqueci a carteirinha da escola em casa!

Daí pra frente a memória embaça: só lembro que eu, no auge da minha nerdice, corri que nem louca para casa, desafiei as leis da física (e de trânsito) para pegar a bendita carteira. Cheguei em casa esbaforida, e voltei mais esbaforida ainda para a escola. Perdi a prova, e ainda encontrei minha mãe lá desesperada: alguém a informou que eu quase fui atropelada por um carro preto. Sinceramente? Eu não vi carro nenhum. Aliás, nem lembro como cheguei na escola. Só lembro da minha mãe falando: "e por que você não falou para a inspetora que você é minha filha? Não precisava ter voltado em casa!" Sim, meus queridos, minha mãe era professora da escola onde eu estudava. E eu pude fazer a prova outro dia.

Viu que sorte a minha?

Robbie Jacks

Após um dia estressante, uma prova difícil ou uma consulta chata no médico, meu ânimo só melhora com uma coisa: junk food! Não preciso nem escolher muito: qualquer alimento envolto em muita gordura hidrogenada e conservantes tá valendo.

Agora, é nos dias é de chuva, daqueles em que a preguiça é maior que a obrigação, que me entrego realmente aos meus pequenos prazeres. O primeiro é a música. Sério, tem coisa mais gostosa do que dançar no quarto? Tá, dançar na balada. Mas só no meu quarto, protegida pela porta trancada, posso dar a louca e dançar do Tchan a Tchaikovsky, batendo cabelo e fazendo carão.

Dias cinzentos também trazem à tona minha criatividade: invento makes, testo penteados, combino peças inusitadas e imagino os próximos mil lugares onde irei desfilar os modelitos. E assim, o dia que parecia nunca acabar, passa voando! Pequenos prazeres adoçam a vida e deixam os dias cinzentos bem mais coloridos!
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Sabe aqueles filmes de amor melosos, tipo "Doce Novembro" e "Diário de uma Paixão"? Minha vida poderia muito bem ser contada dentro de um deles, se eu não fosse desvairada e complicada.

Tudo na minha vida vira comédia. Seja drama, romance, suspense ou terror, tudo um dia vira piada na minha mão. Já é coisa minha brincar com a vida. Meu humor, muitas vezes negro, é o que me ajuda a superar muitos períodos difíceis. Afinal, é melhor rir do que chorar, né?

Ruim é quando coisas lindas, dignas de cinema mesmo, acontecem comigo, e eu desato a rir. Foi o que aconteceu com meu ex. Nossa história era tão fantástica que todos que a conheciam diziam que dava um filme. E dava mesmo: quando ele contava, o filme era de amor; quando eu contava, a história virava pastelão. Nem preciso dizer que ele não gostava nada nada do meu jeito de contar, né?


Mas comigo é assim: solteira ou namorando, chorando ou caindo, sempre arrumo um jeito de rir. Minha vida é colorida como uma comédia à la Jim Carrey, e espero que seja sempre assim.
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Eu me lembro bem de quando deixei de ser criança: aos 14 anos, embora eu ainda tentasse, as bonecas não me atraíam mais. Às vezes eu passava horas arrumando a casinha delas, para no final descobrir que me divertia mais arrumando do que brincando. Primeiros sinais de dona-de-casa?

Para complicar ainda mais, vieram eles, os temidos garotos! Como o Joãozinho passou de moleque remelento a gato fofíssimo eu não sei, mas, de repente, todos os meus pensamentos envolviam aquele garoto que costumava descer para brincar sem tomar banho. E eu, que só conhecia beijo nas novelas, me vi praticando no espelho, para na hora H não babar demais ou ficar com olhar de peixe morto.

Deixar de ser criança, apesar de um pouco confuso, não foi nem um pouco difícil. Troquei as bonecas por amigas, os bonecos por meninos. Troquei os desenhos por música, os quadrinhos por revistas. A única (e melhor) coisa que restou foi meu jeito moleca, que ainda se empolga quando vê uma bola de futebol e continua vendo resquícios de remela naquele vizinho que é, de fato, um gato fofíssimo.
Robbie Jacks


Embora eu já tenha deixado a escola há tempos, me lembro como se fosse ontem do martírio que era ir à escola. Então apresento aqui 10 idéias que, se fossem realidade na minha escola, teriam tornado minha vida bem mais divertida:

  • NÃO AOS UNIFORMES! - Gente, todo mundo com a mesma roupa no pátio parece aqueles filmes futuristas onde todo mundo usa macacão prateado. NÃO DÁ!
  • NADA DE PROVAS! - Provas só exercitam nossa capacidade de inventar novas maneiras de colar;
  • ENTRADA ÀS 7H? NEM PENSAR!- Manhãs foram feitas para DORMIR! As aulas deviam começar às 9, com tolerância de 30 minutos;
  • PROFESSORES LEGAIS E COMPETENTES- Os chatos merecem detenção! Se o cara te faz dormir, já para a sala do diretor!
  • MERENDA DE GRAÇA- mas nada de macarrão com salsicha! Falo daqueles salgados deliciosos da cantina, que deveriam ser distribuídos na hora do intervalo;
  • AULAS OPTATIVAS- Odeia geometria? Não quer nem ouvir falar em tabela periódica? Certas aulas deviam ser restritas a quem REALMENTE gosta do assunto!
  • ATIVIDADES EXTRA-CURRICULARES- Não sabe fazer make? Às 13h vai ter aula de maquiagem! Quer saber se o menino tá afim? A aula sobre "Os Sinais que os Meninos Mandam Quando Estão Afim" já vai começar!
  • APROVEITAMENTO DE ESTUDOS- por que seu conhecimento sobre esquimós não vale nada? Na escola ideal, até uma viagem ao Alaska conta pontos para seu currículo!
  • GOOGLE NOTA- Seus professores vão adorar saber que você usou suas habilidades cibernéticas para dar um ctrl+c e ctrl+v naquela pesquisa chatíssima!
  • PASSE LIVRE PARA A UNIVERSIDADE- A escola ideal manda você direto para a universidade, para qualquer curso que quiser, sem vestibular!!

Robbie Jacks


Quando nos deparamos com um grande desafio na vida, daqueles que não dá para simplesmente deixar de lado, temos apenas 1 opção: enfrentá-lo. Às vezes vemos pessoas que passaram por maus bocados na vida e estão aí, lutando e vivendo, vivendo e lutando mais um pouco. Logo desenvolvemos uma admiração pela perseverança da pessoa, a achamos corajosa, pois enfrentou seus demônios e continua aí, ou lá, dependendo de onde vc está. Mas aí eu pergunto: e tem outro jeito?

As pessoas vivem dizendo isso de mim, que sou corajosa e batalhadora. E eu continuo perguntando: e tem outro jeito? Enfrentar uma doença, um fim de namoro, uma morte, uma mudança de emprego, nada mais é do que continuar vivendo. Foi-se o tempo que a pessoa morria literalmente de tristeza, definhava, deixava o que quer que a afligisse consumi-la por inteiro. Hoje, querendo ou não, chorando ou sorrindo, a gente tem que superar os obstáculos, por simples falta de opção. Sentar no chão e fazer birra não adianta, já tentei. Uma hora a gente tem que levantar. Então não me chamem de corajosa, não queiram ter a minha "força": estou apenas seguindo em frente. E vocês, quando a hora chegar (porque ela vai chegar, acredite) também vão ver que essa "força" nada mais é do que a própria vida te empurrando para frente, para novos desafios.
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Robbie Jacks


Para quem não sabe, a ilustríssima Nath Duprat se casou. Para quem sabe menos ainda, a Nath é a editora do Tudo de Blog, ou seja, minha "chefa". E como quem casa quer casa e lua-de-mel dos deuses, a Nath encarregou 5 meninas do TDB de selecionar, editar e revisar os textos que seriam publicados no site da Capricho. Ontem, para minha felicidade, foi a minha vez!
A pauta que ela escolheu para mim foi, para início de conversa, divertidíssima. O tema era: "qual personagem de TV você é?". As meninas do TDB deveriam escrever as pautas no prazo (como a gente já faz) mas, ao invés de mandar para ela, dessa vez mandariam para mim. Só aí eu já senti o peso da responsabilidade.

Alguns textos chegaram na minha caixa com semanas de antecedência. Isso foi muito legal, pois pude ir lendo com calma e já pude ficar de olho naqueles textos mais interessantes. Mas peraí, interessante pra quem?

Foi aí que refleti sobre mais um ponto desse meu "trabalho" como editora: quem são os leitores da Capricho? Quais séries eles/elas mais gostam/assistem/se identificam? Porque não dá pra colocar que eu supermeidentifico com a SuperVicki, né? Alguém aí lembra dela?

A seleção dos textos ficou ainda mais difícil dado à quantidade de blogueiras que escreveram a pauta! E quantos textos legais eu encontrei, quantos blogs ainda desconhecidos pude ler! Meu trabalho foi aumentado em 5000%, se contar que eu ainda tive que enxugar textos maravilhosos, mas um pouco grandes.


Só gostaria de deixar registrado que ser chefe por um dia não é mole, mas é uma delícia. Foi uma honra e um prazer participar um pouquinho do outro lado de uma pauta, e com certeza essa experiência me ensinou montes sobre meu próprio lado, o de escritora.



Obrigada, Nath, pela oportunidade! E felicidades nessa sua nova fase!!!!!!!!!
Robbie Jacks


Qual a maior loucura que você faria pelo seu ídolo? Juntaria a sua mesada durante 1 ano para pagar uma viagem e ver o show dele em outro país? E se seu ídolo estivesse no Brasil? Você mataria aula, perderia prova, arriscaria um castigo daqueles só para ir no hotel tentar ganhar um autógrafo, um beijo, ou um simples olhar dele? Eu não fiz nada disso. E me arrependo amargamente.


Porque se tem uma coisa que a vida é é finita. Um dia acaba. De preferência, quando você está ocupado, pensando em outra coisa. E ídolos, por mais que a gente queira, também são mortais como nós.

Meu arrependimento é por ter tido medo: medo do novo, medo do perigo, medo do risco. Ficar em casa, admirando-o pela TV, não era nem de longe a idéia mais animadora, mas era a menos perigosa. Pra quê me aventurar por outras terras, criar confusão na porta do hotel, se ele estava a um clique do meu controle remoto?

E agora ele morreu. Nunca mais vou ter a chance de conhecê-lo. Se arrependimento matasse, eu teria morrido junto. Nós dois, rumo ao desconhecido, ao novo. Acho que eu ainda teria medo, mas pelo menos eu estaria acompanhada, e do meu ídolo.



Robbie Jacks


Assim foi minha primeira vez. Não sei se o tempo foi certo-- mas sei que não foi o errado. Eu já havia tentado uma ou duas vezes, mas o medo sempre me barrava. Neste dia pensei: o que tem de mais nisso? É só sexo.

Pior que eu estava certa. Tirando a dor e o sangue, não foi nada diferente do que eu já conhecia. A química era incrível, ele foi um fofo na hora, mas parou por aí. Puramente físico, foi o que ele disse. E onde eu achei que havia sentimento mais profundo, percebi que era fogo de palha, que incendiava ao mais leve toque, e apagava quando nos separávamos.

Faltou amor, sobrou paixão. Marcou por ser a primeira, só isso. Hoje, sexo e amor é o que importa. E isso marca muito mais.

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Robbie Jacks


Sua voz era grossa. Suas roupas, sempre largas. Quando ficava brava (o que não era raro), gritava conosco e tirava pontos de nossa média sem perdão. Muitos tinham medo, ou raiva dela. Eu, no entanto, a adorava.

Minha escola era pobre e minha professora, longe de ser ideal. Seu jeito bem masculino de andar e falar intimidava, mas seu jeito de dar aula cativava. Com ela, História não era apenas mais uma coleção de datas e fatos- era viva, dinâmica, e a gente viajava com as estórias que ela contava. Ninguém precisava de livro e caderno-pra quê? Quando a História é boa, a gente guarda no coração.

Dez anos depois, estudando para ser professora, pude voltar à minha velha escola e reencontrá-la. Quando cheguei, nem precisei me identificar: ela me puxou para a sala e me apresentou aos alunos, me tirando como exemplo de quão longe eles também podem ir. Pude então ver com mais clareza o que me fascinava tanto: seu carinho e orgulho, por trás da fachada dura, e a crença de que seus alunos podem sair daquela realidade difícil. Sim, professora, a gente pode e, se hoje sou professora, foi por que você me mostrou que aprender e ensinar pode ser muito divertido.
Robbie Jacks


Hoje eu acordei num mundo onde você não existe mais. Me vesti de preto e saí de casa, mostrando minha dor, escondendo minhas lágrimas. As ruas pareciam as mesmas, as pessoas também, mas a música que entrava nos meus ouvidos agora vinha de um distante além.

Eu estava perto de te ver. Estava quase lá. Você disse: This is it!, e eu achei que era isso mesmo. Minha primeira e última chance de te ver de perto, de sentir sua energia, e comprovar que tudo que senti durante todos esses anos era verdade.

Michael, eu sou você desde pequenininha. Lembro como minha mãe imitava os zumbis de Thriller só para me assustar. Lembro também do fascínio que você exercia sobre mim: sempre que você aparecia na TV, eu pulava, e ficava grudada no sofá até você ir embora.

Você me ensinou a falar inglês! Eu roubava os discos da minha mãe e ficava horas no quarto, lendo as letras, cantando contigo, tentando decifrar cada palavra desconhecida. Eu fechava os olhos e deixava cada timbre, cada nota, produzir um efeito diferente em mim, me levar para um lugar perfeito, onde só existia eu e você.
Você me fez fã, me fez sensível, muitas vezes louca, me fez sonhadora. Quantas cartas emocionadas te escrevi, quantas noites sonhei com você, quantas vezes chorei por não te conhecer de verdade, quantas pessoas conheci por sua causa! Virei a melhor amiga dos jornaleiros, a ladra de revistas de consultórios, a chata que não parava de falar no seu nome. Através de você, conheci outros fãs, gente que nunca pensei que pudesse sentir o que eu sentia. Minha coleção aumentou, e meu número de amigos também. Até namorado você acrescentou na minha vida!

Cara, você esteve comigo em meu momento mais difícil! Ao som de Everybody, que deixei tocando sem parar, chorei por dias e dias a morte da pessoa mais importante da minha vida. E hoje, que você se foi, qual música que irá me consolar?

Ah, Michael, você era importante DEMAIS! E agora, meu rei? Será que dá pra viver sabendo que nunca vou te conhecer? Que de difícil você virou impossível? É simplesmente muita dor.

Muita gente acha que estou fazendo tempestade em copo d'água. A vida segue, é o que eles dizem. Mas não tem noção de como é ruim acordar num mundo onde você não mais está. Longa vida ao Rei do Pop. Que seu legado, ao contrário da sua carne, seja imortal. Michael Jackson, meu ídolo, meu professor, meu amigo e meu primeiro amor. Descanse em paz.
Robbie Jacks

Às vezes, um telefonema basta. Às vezes, nem a presença apaga. O que salva meu dia não é algo específico, como um chocolate, uma voz, ou uma canção. A mim, me salva o que me acalma o coração.

E vou confessar que nem sempre consigo conversar com ele. Um dia bate forte demais por um problemão. Outro, de menos pela mesma razão. Tento agradá-lo com mimos, apaziguá-lo com oração, mas o teimoso quer o que quer, e não faz questão de me dizer. Só quando encontro o remédio, que ele respira aliviado e diz: era isso!

Da última vez, no meio de uma semana realmente estressante, ele queria uma viagem no tempo, daquelas que se faz quando arrumamos o quarto: a cada fragmento de uma infância bem-vivida, meu coração apertava, apertava tanto que até doía. E depois relaxou. E ficou leve. E trouxe ao olho uma lágrima, não de tristeza, mas como se, rindo, quisesse dizer: era isso!
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Robbie Jacks


Cara de pizza, barriga de refrigerante, dedos de chocolate. Se eu fosse o que eu como, minha foto sairia mais ou menos assim.

Por que as melhores coisas do mundo matam, fazem mal, ou pior, ENGORDAM? Por que a gente (leia-se EU!) vive controlando o que come e, num dia menos regrado, engorda tudo de novo? Fora as doenças cardíacas, a celulite, a pressão alta e a diabetes, prêmios de consolação para quem ganhou a maratona da auto-indulgência.

Às vezes eu acho que a vida nada mais é do que uma batalha sem fim entre você e seu corpo. A luta para manter sua boca longe daquela torta maravilhosa. O combate numérico entre você, seu corpo e a balança. A briga entre seu estômago e seu metabolismo, que cisma em não digerir aquele sundae de domingo. Fora o corpo-a-corpo na academia, suando litros para repor tudo naquela coxinha da cantina!

Nessa competição, não há vencedores nem perdedores. Se você come e fica feliz, engorda. Se não come e fica triste, emagrece. Se come e não fica feliz, vai malhar para se livrar da culpa. Se não come e fica feliz, você é anoréxica, me desculpe! De qualquer maneira, o fim de todas é o mesmo. Então coma o que quiser e não ligue para o que espelho diz: você não é o que come, mas como se sente!!!

Robbie Jacks



O namorado dos meus sonhos entende a diferença entre um "quero ficar sozinha" (mas preciso de você aqui comigo), um "quero ficar sozinha" (mas se você vier e trouxer chocolate eu juro que não brigo) e um "quero ficar sozinha" (mas não custa nada você me ligar pra saber como eu estou)".

E tenho dito.
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Gastar 1 milhão de reais em 24 horas não é tarefa fácil.

A primeira coisa que me veio à cabeça seria me cobrir de luxo. Roupas chiquérrimas, carro do ano, apartamento num bairro nobre, e uma casa na praia.

Mas aí eu pensei: como vou pagar o condomínio de luxo? Onde vou usar essas roupas carésimas? Como vou pagar o seguro do carro? Quem vai tomar conta da casa de praia? Sim, porque, após esse dia de princesa, eu voltaria ao meu pobre self e não teria dinheiro nem para pagar ônibus de volta para casa!

Então, decidi ser prática. Se 1 milhão eu tivesse, 1 milhão eu gastaria, mas com parcimônia. Primeiro, comprando um carro novo, mas modesto, que eu pudesse manter. Um apartamento confortável, num lugar ace$$ível. Mobiliaria toda a minha nova casa com móveis de primeira e eletrônicos de última geração (porque esses dá pra gastar à vontade!).

Por último, planejaria uma longa viagem, para visitar meus destinos favoritos. Deixaria tudo pago e, se ainda sobrasse algum dinheiro, perguntaria pro meu pai se ele quer alguma coisa. Afinal de contas, a gente não pode ser tão egoísta,né?
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Robbie Jacks



Quanto você pagaria por uma bolsa exclusiva? Ou por um sapato da haute couture? E um gloss de uma loja chiquérrima?

VALOR é um conceito tão subjetivo quanto o gosto musical, ou a série preferida. Por exemplo, para mim, essa bolsa (que eu nunca compraria) não passa de um lugar pra guardar meu gloss, que custou R$10 reais ali na esquina e borra meu namorado do mesmo jeito quando nos beijamos.

Falando em beijo, quanto você pagaria para dar um beijo no seu ídolo? O vampirinho do Crepúsculo vendeu o dele por $20.000,00!
Pois é, se o Betinho (me perdoe a intimidade) fosse um Zé Ruela da vida, uma bitoca dele não valeria nem 1 real na barraca do beijo da festa junina da sua tia. Masss, como ele é quem é, seu beijo vale ouro com diamantes incrustados. Espero que o hálito esteja em dia.

O que quero discutir aqui não é a "sobra" de dinheiro desse pessoal nem a questão da caridade, mas do valor que se dá às coisas hoje. Quanto mais observo, mais percebo que hoje, o que vale, é o quão famoso/bonito/cool você é. Atores, cantores, jogadores de futebol, fashionistas, recebem uma grana violenta para serem... o quê? Produtos, símbolos, desfilando com seus $$$, e nos tentando a comprar cada vez mais, cada vez mais caro. E nesse furacão de produtos e aparências se perdem as medidas, se perdem os valores, pois vale tudo para ter o que seu artista tem, não é? E o que a Vanessa Hudgens tem de graça, você gasta os tubos para conseguir.

Sinceramente? O dinheiro é seu. Gaste-o como quiser e seja feliz. Mas eu te digo: se meu o dinheiro fosse, melhor gasto seria. Quem sabe ainda não dá tempo de pegar um vôo para Londres???
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Aqui em casa, nunca se falou de sexo. Na hora picante da novela das 8, ou minha mãe me mandava para o quarto ou ficava aquele silêncio constrangedor na sala. Mesmo assim, desde nova sei tudo sobre camisinhas, DST, gravidez e até sobre ponto G. Como? Lendo.

Cresci com a cara enfiada em gibis e revistas. Com eles, aprendi palavras novas, como quando chamei minha mãe de "entojo" (o que me fez descobrir outra leitura- o dicionário!). Também aprendi a ler as linhas da mão, ver se o menino está afim de mim e, sobretudo, sobre a antes e depois da tal primeira vez.

No colegial, minhas amigas e eu conversávamos nos intervalos sobre meninos. Não tínhamos experiência sexual para dividir, mas tínhamos muitas curiosidades e dávamos muitas risadas quando nos imaginávamos fazendo "aquilo". Aliás, nunca chamávamos as genitais pelos nomes certos- herança da repressão da mamãe. Para nós, era embaraçoso falar de pênis e vaginas no banheiro feminino.

Na realidade, nossa inexperiência nos tornava românticas. Embora eu fosse letrada na parte biológica da coisa, e muitas vezes esclarecer mitos e lendas para minhas amigas, experiência de verdade eu não tinha. Para falar a verdade, sinto saudades daquele tempo: sexo era uma espécie de ritual mágico, de onde eu, sonhadora do jeito que sou, sairia mais madura, feliz e com um príncipe apaixonado. Bem, se for para comparar com minha primeira vez, era melhor ter ficado só no sonho mesmo.
Robbie Jacks



Ela é linda. Popular. Bem-humorada. Generosa. Perfeita. E não era eu.

Sabe aquelas garotas de comercial de margarina? Minha amiga é assim. Eu, que acordo toda remelenta e descabelada, tenho até vergonha de viajar com ela e meus amigos, pois se nos puserem lado a lado parecemos o "Antes e Depois" de um Extreme Makeover da vida.

Era difícil não me sentir uma reles sombra perto dela: todo mundo queria ser seu amigo. E eu? Ninguém me enxergava. Sempre que saíamos, todos os rostos se voltavam para ela, e para mim necas. Até ELE, por quem meu coração um dia bateu mais forte, só tinha olhos para ela. Ela me dizia que eu era legal, bonita e inteligente. Então por que ELE não me enxergava?

Um dia, saí sozinha. Vou confessar que foi até confortável não ter todos os homens olhando na minha direção. Finalmente, eu era anônima por conta própria!

Nessas minhas andanças, notei que, dias mais, dias menos, rostos se voltavam para mim. Ouvi piadinhas, assovios, cantadas, das mais cafonas às mais elaboradas. Outros ELES vieram e se foram, e um ELE veio e ficou. Ao apresentá-lo à minha amiga perguntei, cheia de receios, o que achava dela. Sabe o que ele disse?

-Sim, Roberta, ela é perfeita. Mas não é você!

:) :) :) :) :) :):) :) :):) :) :):) :) :):) :) :):) :) :)
Robbie Jacks


forever young :p



"O tempo passa rápido", é o que todo mundo diz. Ultimamente, sinto que o meu tempo voa à velocidade da luz.

Estou chegando perto da minha terceira década de vida, e mal posso acreditar! Sempre achei que, aos 30 anos, eu ia estar casada, com dois filhos, morando numa casa mais ou menos e com um daqueles empregos chatos que só servem mesmo para garantir o leitinho das crianças. Hoje é meu aniversário, e minha vida nem de longe parece tomar esse rumo.

Enfim, hoje faço 27 anos, mas tenho os mesmos sonhos, manias e incertezas de quando tinha 18. Será que, em 3 anos, minhas dúvidas serão magicamente respondidas? Será que a maturidade (sim, porque eu ainda me sinto meio adultescente), a responsabilidade e o amor à Pátria chegarão na virada dos 30? E as rugas, a dor nos joelhos, os exames de sangue, serão meus velhos conhecidos nessa data fatídica? Não sei e, por enquanto, prefiro não saber. Hoje é meu aniversário e vou curtir minha juventude na night. Isto é, se essa dorzinha no joelho permitir...
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Robbie Jacks



Já pensei tanto nisso... seu eu pudesse, voltaria para aquele dia em que briguei com você porque o almoço não estava pronto, lembra? Agora percebo que eu, como você, estava frustrada com a vida, e tinha raiva da sua idade, e dessa doença invisível que te levava para longe de mim.

Curioso é que, até hoje, não me arrependo dos meses que fiquei sem lhe dirigir a palavra--você sabe que estava errada. Mas, naquele dia, na cozinha, quando vi o frango completamente cru por dentro, não me toquei que a comida mal-feita era sua melhor tentativa de superar suas dificuldades. Mãe, me perdoa? Eu saí batendo porta e larguei você à própria sorte, sem nem reconhecer o esforço que fez por mim. Imagino o tamanho do sofrimento que te causei e, por isso, ainda não consegui me perdoar.

Me dói muito escrever este texto, porque mágoa aqui dentro não vai embora, embora você já tenha ido. Você sabe que posso ser muito insensível, e não gosto de ser assim. O que eu queria mesmo era que o passado me ensinasse a agir diferente no futuro. Mas, infelizmente, eu sou cabeça-dura, e isso você também sabe.
Robbie Jacks


Estamos na era dos direitos: o atendente da loja foi grosso com você? Processo! Seu hambúrger veio com meia (!) larva? Processo! O cachorro do vizinho não para de latir? Se muda ou então eu processo!


Lutar pelos seus direitos é bom e deve ser incentivado. As crianças hoje, por exemplo, conhecem de A a Z o que pode ou não ser feito contra elas. Tanto que há casos de filhos processando pais por abuso de poder. O problema é que, com essa propagação vazia dos direitos, estamos criando um universo de teens alienados que se acham no direito de tudo, mas não tem sequer noção dos seus deveres. RESPEITO é um deles.

Assim, quando surge mais um caso de violência ao professor, me indago: onde foi parar a educação? E não falo daquela que, obviamente, o professor NÃO conseguiu instilar no seu aluno. Falo daquela que vem do berço, do contato dessas crianças com seus parentes mais velhos. Não acredito que o que há nas salas de aulas de hoje seja diferente do que acontecia antigamente: professores mal-humorados, rudes ou simplesmente indiferentes. É a reação dessa geração mimada, acostumada a conseguir tudo o que quer, que gera o conflito: ao invés de se conformarem, se rebelam, com tanta violência que vão parar nas manchetes.

Tenho pena desses pais que ensinam seus filhos a questionar a figuras de autoridade: logo,logo, os desafiados serão eles próprios. E, se não cederem, é bem capaz de seus filhos aparecerem novamente na primeira página do jornal.
Robbie Jacks

Para ser meu herói, tem que ser sagaz. Nada de nascer em Kripton, ser picado por aranhas radioativas ou virar cobaia de experimentos governamentais: meus heróis construíram sua própria força e criaram seu império usando inteligência, perseverança e aproveitaram as oportunidades que a vida lhes lançou.

Meu primeiro herói aparece todos os domingos perguntando se eu quero dinheiro. Ele já distribuiu milhares de prêmios ao longo de sua carreira, e continua amando entreter o público. Senor Abravanel, ou Silvio Santos, é um cara porreta que começou como camelô e usou seus instintos para evoluir. O melhor de tudo é que, ao longo dessa jornada, ele não só agiu com transparência e de forma justa, mas também foi (e ainda é) generoso e afável com os que o cercam. Um dos ícones da minha infância e um brasileiro para se ter orgulho.

Meu segundo herói é, na verdade, uma heroína. Uma mulher que, como eu, dava aulas de inglês para sobreviver. Que, também como eu, tinha problemas com a irmã, e também sofreu com a morte prematura da mãe. J.K. Rowling, autora da saga Harry Potter, é, para mim, uma inspiração, um exemplo, uma ânsia de ser como ela. Foi "rascunhando" em guardanapos, com uma filha pequena e um casamento falido, que Joanne, do fundo do poço, criou o personagem tão incrível e cativante que a transformou em multimilionária.

E é esse tipo de pessoa que eu almejo ser. Não que eu queira atingir o fundo do poço, mas gostaria muito de achar em mim essa sagacidade, essa força criativa que os fez se destacarem da maioria. Meus ídolos são heróis porque não se conformaram com as adversidades da vida, provando que, com um pouco de sorte, qualquer um pode encontrar o sucesso: basta não desistir.
pauta para o site TDB: "quem é seu herói?"
Robbie Jacks



De posse do mais poderoso soro da verdade, furtado na surdina da sala de Professor Snape, esta repórter que vos fala foi entrevistar o cantor mais famoso do mundo, o Rei do Pop Michael Jackson. Umas gotinhas do soro no seu matutino "Jesus juice" e Michael ficou alegrão, pronto para desvendar os mistérios que fazem a festa dos tablóides marrons:


Robbie Jacks: Michael, há anos você enrola o mundo dizendo que só fez algumas plásticas. Quantas operações você realmente fez?
Michael Jackson: IIh, de cabeça, eu não sei, mas só no nariz, posso te dizer que foram mais de cinco. Como você acha que acabei perdendo a ponta dele?


RJ: Então é verdade? Você não tem mais nariz?
MJ: Não é bem assim. Eu perdi a pontinha, mas nada que uma prótese e um superbond não consertem!

RJ: Você está na bancarrota, sem casa, vivendo de favores. Como o Rei do Pop pôde chegar nesse estado deplorável de subsistência?
MJ: Tenho que confessar: sou viciado em compras! Gastei milhões em badulaques inúteis que só juntam poeira lá em Neverland. Aí tive que gastar mais ainda com empregadas, porque eu não ia ficar tirando pó, né? Também gasto muito com maquiagem, pois nem em casa fico sem ela.
RJ: Sério? E como é seu rosto sem maquiagem?
MJ: Sabe que nem eu sei????


RJ: Sua humilde casa, Neverland, foi tomada para pagar suas dívidas. E agora, para onde vai Peter Pan?
MJ: Olha, que boa pergunta! Estou procurando um novo lar, onde eu e as crianças do mundo possamos ser livres da manipulação dos adultos. Agora que moro em Londres, andei sondando uma escritora de livros chamada J.K. Rowling, conhece? Ela escreveu sobre um lugar chamado Hogwarts, onde há meninos de todas as idades, e estou pensando em me mudar para lá. Sabe como é, eu sempre achei as crianças MÁGICAS...



*risadinha maléfica de Vincent Price*




pauta TDB: "Qual seria a sua entrevista ideal?"
Robbie Jacks



Você já reparou como todos os bebês são parecidos? É claro que uns tem olhos mais claros, outros mais cabelo, uns são mais gordinhos e outros, mais quietinhos. Mas todos são fofos, gostam de coisas coloridas e aprendem a andar e falar mais ou menos na mesma idade.

Quando somos crianças, também somos parecidos: gostamos mais de brincar do que de estudar (quem prefere estudar, por favor, não se manifeste), preferimos balas e biscoitos a jiló e espinafre, usamos roupas e cortes de cabelo dos quais nos arrependeremos amargamente no futuro.

É geralmente na adolescência que queremos dar o nosso grito de liberdade e criar uma maneira de viver "só nossa". Mudamos a roupa, cabelo, maquiagem, o jeito de falar, de andar, bebemos, não bebemos, só para nos diferenciarmos dos outros adolescentes.


Posso falar a verdade? Quanto mais se muda, mais igual se fica. Você já deve ter visto rodinhas de patricinhas, de emos, roqueiros, skatistas, surfistas. Cada grupo tem sua "língua", seu estilo, sua marca. Só que aquela menina "From UK" que você vê sozinha na sua rua, embora seja completamente diferente de você, é com certeza igual a muitas amigas do grupinho dela.


Não há nada de errado seguir um estilo/comportamento/ideia que nos agrada. Isso não nos deixa nem mais nem menos originais, e ainda contribui para descobrir outras pessoas legais que curtem os mesmos ideais que você. Sendo assim, a busca incessante pelo "diferente" não é apenas chata, mas infrutífera. Quem passa os dias procurando novas formas de chocar, causar controvérsia e se destacar esquece que milhares de milhões de pessoas já passaram pelo que passamos, fizeram o que fizemos, pensaram o que pensamos. "Todo mundo" é muita gente: simplesmente não há maneira de ser "diferente" nem "igual" a todo esse povaréu. Então, vamos lembrar que, segundo a ciência, não há ninguém no mundo geneticamente igual a nós. Isso não é suficiente?






Pauta para o site TDB- "Todos nascemos originais e morremos cópias"
Robbie Jacks



Em matéria de namorico, posso dizer que sou escolada. Durante a adolescência, não consegui emplacar um namoro duradouro; em compensação, tive vários rolinhos que duravam não mais de 3 meses, e conheci assim muita gente legal (e outros nem tanto).
Alguns namoros foram semi-escondidos. Teve um que namorei por quase 1 ano. Ele era muito carente e sem ambição, e minha mãe não gostava. Achava que eu ia acabar engravidando, casando e morando numa favela da vida. Quando terminamos, ela comemorou. Aí, quando voltamos, todo mundo sabia, menos minha mãe. Nem foi por muito tempo, pois a verdade fica estampada na minha cara. Ela não gostou muito, mas não se meteu. No fim, o namoro acabou naturalmente, e não fiquei com raivinha dela por implicar com ele.

Já escondi namoro por vergonha também. O feinho do post anterior, por exemplo, só ficava comigo dentro de casa. Para todo mundo da rua, ele era só meu amigo. Quem disse que "quem ama o feio, bonito lhe parece", não conheceu meu amigo. Fato!

Já escondi namoro de "abutres". Sabe aquelas pessoas que ficam agourando sua vida, invejando seu sucesso, dando em cima descaradamente do seu namorado? Pois é. Eu queria muito que esses namoros dessem certo e, por isso, fiz meus namorados lindos sofrerem com minha insegurança: eu armava todo um esquema para encontrá-los bem longe de casa (e longe das fofocas). Esses, coitados, não devem saber onde moro até hoje.

Esconder um namoro pode ser uma aventura fantástica, mas, ah, desisti! Sempre dá uma dorzinha de cabeça, e eu prefiro dormir em paz a ser "atormentada por um segredo que me consome"!
Robbie Jacks
Oi, tudo bom? Sabe o que é? Tenho uma coisa pra te contar.

Sabe quando você me pediu em namoro, e eu hesitei pra dizer sim? É, você estava certo: eu não queria...

Por que eu disse sim? Olha, sei lá! Às vezes nem eu me entendo. Se eu sentia alguma coisa? NADA, pô! Você era meu amigo, e eu gostava de saber que você gostava de mim.

Posso ser MUITO sincera? Você é feio. Tá, eu não sou linda, mas você está abaixo do limite da feiúra admissível pra mim. Seu aparelho era sinistro e seu beijo, horroroso. Nunca te disse isso pra não te magoar, mas desculpa aí.

Por que eu não terminei? Cara, eu sabia que você estava estudando pro vestibular. Você me esnobou anos atrás, lembra? Então, foi vingancinha. Queria ver o que ganhava: a cabeça ou o coração.

Sabe quando você chorou e terminou comigo, para poder se dedicar ao vestibular? Lembra do drama que eu fiz? Então... fingi. Assim que eu cheguei em casa, sorri. Você preferiu os estudos, e eu fiquei feliz de ter me livrado de você. Mas quando você não passou no vestibular e quis voltar, eu já tinha me arrependido desse joguinho.

Não fique chateado, tá? Eu era boba mesmo e, naquela época, você gostar de mim era uma baita massagem no ego. Sei que te usei, mas agora você tá bem, né? Vai casar e tudo! Não guarde rancor...

E me chame pro casório!!!

Eu



pauta para o TDB: "O que você postaria anonimamente?"
Robbie Jacks




Sair da balada e fazer xixi em pé no muro da boate seria de lei. Tirar a camisa suada e voltar pra casa mostrando os bíceps também. Se eu fosse homem, essas seriam as primeiras "medidas" que eu tomaria. Mas não seriam as únicas.

Porque meu desejo, como mulher, sempre foi entender como é a vida para um homem: será que eles são folgados mesmo? Por que nunca ouvem quando a gente fala? E por que não reparam quando cortamos o cabelo? E a tampa da privada, é esquecimento ou pura preguiça?

Também gostaria de investigar todas as "estranhezas" dos homens: coçadinha no saco é fundamental? Será que dói mesmo lá na situação deles quando a gente pára a transa no meio? Será que os canais lacrimais deles funcionam? Será que a proporção de posições ginecológicas numa revista de mulher pelada está diretamente ligada ao nível de excitação do menino estúpido que a lê?

Pois bem, se eu fosse homem por um dia, eu aproveitaria pra entender tudo o que acontece em Marte. Nada como sentir na pele a dor e a delícia de ser o outro por um dia.
Robbie Jacks


Ontem, li no jornal uma notícia de que um calouro SP entrou em coma por causa de um trote dos veteranos da faculdade. Agora, outra menina (grávida), em RS, apareceu com o corpo cheio de queimaduras, causadas por mais um trote de mau gosto. Gente, o que que é isso?


Nunca fui fã de trote. Quando entrei no ensino médio, fugi do meu como diabo da cruz. Meu estômago embolava só de pensar que eu chegaria numa escola onde eu era nova e aquelas meninas maldosas me pintariam dos pés à cabeça, sem pena nenhuma do meu uniforme novinho e meu cabelo cuidadosamente lavado.


Não acredito que dar ou receber trotes é uma chance de fazer amigos. Aliás, conheci minhas melhores amigas FUGINDO deles. Ninguém tem o direito de me fazer pedir dinheiro no sinal, contar a largura da quadra poliesportiva com palito de fósforo ou me fazer trocar de sutiã com outra menina. O trote, que deveria ser sadio e opcional, muitas vezes é "obrigatório" nas escolas e universidades. Há uma divisa enorme entre brincadeira e violência gratuita, e o que se tem visto são veteranos cruzando essa linha sem o mínimo de culpa, e isso é preocupante.
Robbie Jacks


Já diz o meu profile no orkut: "Cuidado! Engulo elefantes e engasgo com mosquitos!"
Não sou do tipo de pessoa que leva desaforo para casa. Antigamente, eu resolvia tudo na briga, no grito. Mas, por quase sempre levar a pior, percebi que, às vezes, é melhor ignorar um comentário maldoso do que confrontá-lo e começar uma discussão.

Só que, nessa de "fingir que não é comigo", acabo sobrecarregada. Engulo sapos (que às vezes nem são meus) e a cabeça vai enchendo, a paciência vai acabando e, de repente, por causa de algo mínimo (daí a metáfora do mosquitinho) explodo na frente de quem for. Não preciso nem dizer que continuo levando a pior, né?

Talvez a solução seja nunca mais engolir sapos. Ou talvez, degustá-los de vez em quando, com classe e muito refrigerante, para ajudar na digestão. O que não dá mais é engolir montes desses anfíbios nada apetitosos e acabar vomitando nos outros, ou pior, ficar com os bichos entalados e acabar com um nó na garganta, uma prisão de ventre que laxante nenhum no mundo resolve.
Robbie Jacks



Sou uma pessoa eclética. Posso dizer, com o coração aberto (e um pouquinho de vergonha) que já namorei caras altos e baixos, gordos e magros, feios e, os que sempre causam problemas, os LINDOS.

Meu primeiro namorado LINDO foi um problemão. Eu era adolescente e, nessa época de falsos amigos e inimigos declarados, chovia gente pra acabar com minha horta. Esse meu namorado, que vou chamar de 'R', era cobiçado por todas as meninas do bairro. Uma delas, a irmã pirralha da minha melhor amiga, fazia de tudo para chamar a atenção dele. Como não conseguia, partia para cima de mim, dizendo que tinham marcado um encontro e que eles iam "ficar". Eu, inabalável, fingi que não era comigo, e ainda encorajava a menina a seguir em frente. Eu sabia que ela estava sendo "aliciada" por um ex-amigo meu que, não sei por que cargas d'água, me odiava. Aquele bambuzinho de menina não poderia jamais pensar num plano tão bem "arquitetado", num joguinho que envolvia a sedução do "R" e a minha humilhação.

O plano dos dois foi por água abaixo. Primeiro porque, quando decidi perguntar a 'R' sobre o suposto encontro, ele ficou irado e foi logo tirar satisfação com a menina. Ela, com medo, revelou logo quem estava por trás do plano. Fomos então à casa do tal garoto, que não só confirmou o plano como ainda quis fazer graça, dizendo que seu objetivo nunca foi me prejudicar! Era só o que faltava!

Eu e "R" ainda ficamos mais um tempo juntos, e terminamos por outros motivos. Desde esse dia, no entanto, aprendi que, com medo de ter o olho furado, eu os mantinha fechados. Desde então, fico de olhos bem abertos, para avistar de longe qualquer flecha/dardo/prego voando na minha direção.
Robbie Jacks
minha loja favorita!!





Nas comunidades de relacionamento, há perfis falsos para todos os gostos. Tem fake que fala tudo na lata, doa a quem doer. Tem fake que é popular, tem mil comunidades e amigos. Tem fake que é artista, ou parece um, lindo e photoshopado, atraindo fãs e adoradores, todos embasbacados com a beleza da foto. Mas nada disso é real, ou é?

A menos que eu esteja louca, um fake é, por definição (e por dicionário) uma falsa representação de quem o criou. Ou melhor: um fake é, na maioria das vezes, tudo o que a pessoa quer ser, mas seja por timidez, medo ou repressão, acaba não sendo. Com o benefício do anonimato, essa máscara nos dá a sensação de liberdade para sermos quem quisermos e vivermos através desse personagem.

No mundo virtual, ser fake pode trazer popularidade e poder, e nem sempre isso é ruim. Se com ele você percebe como é bom mostrar suas opiniões, aprende a lidar com as críticas e passa a encarar a vida com bom humor, provavelmente você vai querer experimentar essas mesmas sensações nas suas relações reais, de "cara limpa". Quem apenas se esconde atrás de um fake, de um computador, de um personagem, tem problemas que vão além de uma simples identidade falsa.

Todo mundo pode se reinventar. Todo mundo pode mudar. Tudo o que somos/queremos do nosso fake está dentro de nós. Basta procurar.
Robbie Jacks






Todos os dias, ao chegar da escola, a primeira coisa que eu fazia era colocar o cd deles para tocar. E cantava junto. Em alto e bom tom. Quando anunciavam alguma aparição deles na TV, eu ficava grudada na tela, com o botão no rec do videocassete, pronta para dispará-lo a qualquer momento. Minha mesada era dedicada à eles. Comprei pôsteres, blusas, chaveiros e revistas em línguas que sei que nunca vou aprender, só por causa da carinha deles. Foi uma pequena fortuna bem investida.

Quando eles vieram ao Brasil pela primeira vez, quase pirei. Acordei cedo, juntei as amigas e corremos para o hotel. Não deu para vê-los de perto, mas só de estar ali, respirando o mesmo ar que eles, já valia a pena.

Algum tempo depois, foi a vez de ir ao concerto. Acampei na fila, pintei minhas unhas de preto e azul (em homenagem ao CD) e quase morri sufocada na multidão ansiosa. A emoção de vê-los foi tanta que mal me lembro do show. Não lembro nem como cheguei em casa. Mesmo assim, não trocaria aquela época por nada.

Sim, meu passado me condena: já fui fanática pelos Backstreet Boys. Acredito que superei a fase louca, mas minha prova de fogo vai ser agora em março. Será que meu presente vai me condenar também?
Robbie Jacks


E, com ele, a "moda" das piriguetes. Não me levem a mal, sou super a favor do "toda de bundinha de fora" e do "topless na areia, virando sereia", mas tem gente que EXAGERA!

"Over" é quando o "muito" vira "demais". Sendo assim, o sexy vira over quando perdemos a medida e o bom-senso passa longe. Vou dar uns exemplos:

  • Barriguinha de fora é sexy. Tórax, seios, costelas e púbis de fora é OVER!
  • Um piercingzinho aqui e acolá é sexy. Furar nariz, sobrancelhas, língua, boca, umbigo, orelha é OVER! Aliás, não só over, como fica parecendo a Elaine Davidson!
Eu poderia ficar aqui o dia inteiro dizendo pra você o que eu acho sexy e o que eu acho vulgar. Mas, como gosto é que nem... hm... NARIZ, cada um tem o seu. Acredito que a medida da sensualidade deve vir aliada a uma boa dose de bom-gosto. É claro que a gente deve vestir/se comportar/viver da maneira que acha mais confortável, e sem essa de querer agradar todo mundo. Aliás, é justamente quando a nossa auto-estima está em cima que ficamos naturalmente sensuais. Por isso, quando resolvemos dar uma "ajudinha" para a sensualidade , temos que ter noção do impacto que queremos causar. Ser notada é bom e todo mundo quer. Mas será que vale tudo pra chamar a atenção?
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Robbie Jacks



Meu melhor verão é composto de muitos verões- nos longínquos tempos em que as férias começavam em novembro e fechavam com as águas de março.

Pois cada verão tinha um sorriso, um cheiro, um amigo. De banhos de mar, ski-bundas na cachoeira e saltos mortais na piscina. De pique-esconde ao meio-dia e estórias de terror à meia-noite. De camping na floresta, de pousada à beira-mar, de hotel-fazenda. A sirene industrial berrando impaciente pra nos oferecer almoço. As aventuras de bicicleta pelas ruas vazias no carnaval. Os picolés de milho-verde comprados com centavos juntados pelas nossas mãos cheias de lama e as mordidas escondidas no bolo de abacaxi saído do forno. A tristeza da volta às aulas dissipadas pelo cheiro de material escolar novo. Tudo registrado, guardado, sentido: dentro e fora dos álbuns de recordação.
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