Robbie Jacks



Um dia, me perguntaram se a amizade tem preço. E eu, sem pestanejar, respondi que sim. Aí os olhos arregalaram: "Como assim, preço? Quer dizer que você pega sua mesada, vai numa lojinha e pergunta pro caixa em qual corredor o amigo mais fresquinho (ou saudável, crocante, cheiroso, aí vai do seu gosto) se encontra???"


Nãããão! Amizade tem preço justamente porque ela NÃO pode ser comprada! Já explico: para se fazer um amigo, é preciso gastar sim, mas gastar TEMPO. Tempo é mais precioso que dinheiro e, se você usa um pouco do seu tempo para conhecer uma pessoa, para ajudá-la, para rir, chorar ou fazer caretas com ela, pronto: mais um amigo foi feito!


A quantidade de tempo que você vai "gastar" nesse amigo só depende de você. Às vezes demora muito para se tornar amigo de alguém, às vezes, só um instante. O que importa mesmo é a qualidade desse "câmbio temporal": para ser amigo, tem que estar presente, mesmo longe; tem que gostar, mesmo brigando; tem que ajudar, mesmo precisando de ajuda. É isso que torna um amigo, no final das contas, um bem inestimável.
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Robbie Jacks




Admito: já fucei orkut alheio. Até um tempo atrás, a comunidade "Eu fuço orkut alheio" era obrigatória na minha lista, pois não tinha como negar que o meu interesse pela vida alheia era mais forte que o interesse pela minha própria.

Por mais contraditório que pareça, também já fiquei neurótica com quem me fuçava. Sempre que eu abria meu orkut e via aqueles nomezinhos indesejáveis de quem me visitou, ficava fula da vida. Não têm uma louça para lavar, não?

Um dia, relaxei. Parei de me preocupar com a vida dos outros, e também com quem se preocupava com a minha. Se ora meu status dizia 'namorando', ora dizia 'solteira', vi que não devia satisfação a ninguém. Desneurei também sobre quem iria ver ou não minhas fotos, e parei de apagar os recados dos amigos. É claro que ainda dou umas fofocadas nos orkuts dos amigos, mas desde que comecei a prestar atenção no que rola fora desse mundo virtual, minha vida ficou über melhor.

Desneurei. Que me fuçem, me cheirem, me vejam. Quem escolheu ser espectador no filme da minha vida vai fazer de tudo para saber os detalhes dela, e vai torcer contra ou ao meu favor. Que me achem mocinha, bandida, forte, fraca, diva ou excêntrica: a minha vida eu vou levando e, se alguém escolheu acompanhá-la, é sinal de que minha novela está bombando.

Aos que assistem aos capítulos, só peço que não deixem de inventar sua própria história. O melhor final é aquele que a gente mesmo inventa, né? E como diz o meu xará: se chorei ou se sorri, o importante, são as emoções que eu VIVI. Viva as suas também. E poste bastante fotos no seu orkut, para eu dar uma espiadinha!



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Robbie Jacks


Confesso que já vivi paixões fortes, daquelas que uma ligação basta para te deixar nas nuvens e um dia sem ligações se torna um desespero. Não sou de perseguir ninguém (exceto aquele menino da escola que fazia natação e ficava O MÁXIMO naquela sunguinha preta), e também não fatio ninguém que não queira ficar comigo (apesar de ter tido aquela "vontade de esganar"). Sem dar nome aos bois (bois mesmo, bois chifrudos e canalhas), farei uma breve descrição das minhas paixões mais arrebatadoras.

Paixão por ídolo conta???

As primeiras foram, é claro, com ídolos. O preto-mais-branco do mundo me fazia sonhar, cantar alto, pagar mico na banca de jornal, chorar sozinha no quarto e dar gritos histéricos no ouvido da mamãe quando aparecia na tevê. Foi minha paixão mais duradoura, e terminamos por "incompatibilidade de gênios". Somos amigos até hoje, de vez em quando ele vai lá no meu Ipod.

Seguiram-se outros ídolos, é verdade. Cerquei porta de hotel por uns meninos aí, enfrentei a multidão na frente do Sheraton, dormi na fila para vê-los no Maraca. Já perto do fim, eles se separaram amigavelmente, e eu me separei deles. Não tinha mais graça.

Agora, quando as paixões passaram para o corpo a corpo, tudo mudou. Ou melhor, eu mudei. E nenhuma terminou bem. Paixões te viciam na pessoa, e qualquer coisa que ela faça te afeta profundamente. Lembro bem de 3 delas que, mesmo com suas diferenças, foram iguais: em todas mudei de personalidade, dei muito sem esperar nada em troca, me joguei na vida deles e esqueci da minha e, ao final, segurei firme quando eles já queriam soltar. Quando os laços se desfizeram, meu chão sumia, minha alegria também, e remoía pensamentos e biscoitos, deitada na cama, sentindo pena de mim. Num momento, imaginava-os, eufórica, me pedindo para voltar, e logo em seguida me deprimia, imaginando-os com outra. E essa ciranda vertical se repetia por períodos que variavam entre dias, semanas e meses. Nunca mais, nunca menos. Lentamente, voltava a ser eu mesma, curtir os amigos, a família e o café da manhã de domingo. Mas nunca me senti mais forte, mais confiante ou esperta após esses relacionamentos.

Dizem que a gente aprende de verdade apenas em duas situações: ou em um grande amor ou em uma grande dor. Eu digo que, quando o grande amor e a grande dor se juntam, a gente só aprende uma coisa: não vale a pena.
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