Robbie Jacks

Após anos e anos e anos de lutas e protestos, finalmente caiu a ficha de que a natureza está perdendo a briga pra nós. O vegetarianismo, mais que uma dieta, é uma das medidas dessa "nova" consciência ecológica, que se propõe a evitar que nossos amigos bichos sejam torturados e mortos. Sou muito a favor do verde, do Greenpeace, do urso polar. Mas nem tento virar vegetariana.

Os motivos são mais do que batidos: frutas, legumes,verduras,carnes,derivados;foi tudo vivo um dia e faz parte de uma dieta saudável. Alguém já viu leõezinhos atacando samambaias? Urubus caindo de boca numa alface?

Comer carne não é motivo de vergonha. O problema é o que acontece ANTES de a carne chegar ao nosso prato. Pense comigo: se somos responsáveis indiretos pela tortura e matança, também somos responsáveis por todos os outros males do mundo, ou todo mundo usa desodorante roll-on e toma banho de baldinho? Não importa o que você faça- você vai agredir o ambiente.

Torturar os animais, desmatar, emitir gases poluentes e despejar esgoto nos rios e mares são conseqüências do mal-planejamento e da ganância pelo dinheiro, mas não é comendo bambu que vamos reverter o quadro. Sugiro começar aos poucos- não jogue lixo nas ruas, simples assim. Sem perceber, ao invés de virarmos ecochatos, estaremos mudando o ambiente à nossa volta, e prontos para realmente tentar conquistar o mundo.
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Robbie Jacks

Quando eu era criança, Ele era o Big Brother, o que via tudo e me castigaria quando me visse bebendo água no gargalo, ou roubando chocolate do meu irmão. Na adolescência, influenciada pela mística que envolvia a minha supermãe e as coisas que ela via e sentia, Deus era um cara “porreta” pra mim: atrasava o ônibus quando eu me atrasava pra sair de casa, me ajudava nas provas bimestrais, conversava comigo todas as noites e me dava conselhos, embora nunca tenha me dado os meninos que eu pedia...
Depois da morte da minha mãe, Deus virou uma fumacinha... não que eu tenha ficado tão desolada a ponto de perder a fé, mas hoje acredito muito mais Nela do que Nele. Espíritos, Deus, reencarnação, não sei mais qual a minha posição sobre esses assuntos. Até me pergunto se algum dia tive uma opinião. Acho que o que eu tinha antigamente era um sentimento cego, uma confiança extrema de que tudo ia ficar bem. E a fé é assim mesmo, independente do que você acredita. Hoje, embora não saiba onde minha mãe está, continuo confiando nela com toda as minhas forças. E quando fecho os olhos, sei que tudo vai ficar bem, aconteça o que acontecer.
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Robbie Jacks

Carnaval 2007. Praia de Copacabana. Cansada de ouvir o nojento “sssssssssssss” quando passa na rua com um decotinho mais assanhado, Robertinha descobriu a solução: sua mais “recente-adquirida” blusa, de um verde e vermelho “Merry Christmas”, que continha as seguintes palavras: SINGLE TODAY. Brilhante,não? Quer mensagem mais seletiva que essa?
Primeiro corte: as cores (natalinas) e o formato (hip-ponga) não eram lá muito agradáveis aos olhos masculinos destreinados. Logo pedreiros, mecânicos, ambulantes e sem-teto estavam visualmente desestimulados a comentar gracinhas.
Segundo corte: embora nós,tupiniquins, estejamos acostumados com palavras como “sexy”, “baby”, ”hot”, “beach girl” (a vulgar “bitch”) e afins, a expressão “single today”, que ao pé da letra significa “solteira hoje”, é relativamente nova pra nós! Então posso dizer que, nesse dia ensolarado de fevereiro me senti como “O Alfaiate Valente”, aquele que “fez” uma roupa transparente pro rei e dizia que só os inteligentes a podiam ver: a minha blusa “JingleBells”, sem decotes nem marcações, peneirou os interessados, chamando a atenção apenas de pessoas com um pouquinho mais de cultura, que entendiam o significado da frase.
Propus um jogo difícil, de pensamento rápido: o carinha tinha que ler a frase, processar o significado na mente, olhar pro meu rosto (pra ver se mereço estar ‘sozinha hoje’), avaliar se valia ou não à pena fazer algum comentário e criar uma piadinha espirituosa na bucha, tudo isso em menos de 10 segundos, ou antes que eu passasse reto por ele, sem nem olhá-lo.
Se minha tática deu certo? Bom, vamos dizer que minha blusinha, embora tenha se tornado um trunfo contra a ignorância da raça masculina, está pendurada no armário, e parece que vai ficar por lá por um looongo tempo...
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