Robbie Jacks


Assim foi minha primeira vez. Não sei se o tempo foi certo-- mas sei que não foi o errado. Eu já havia tentado uma ou duas vezes, mas o medo sempre me barrava. Neste dia pensei: o que tem de mais nisso? É só sexo.

Pior que eu estava certa. Tirando a dor e o sangue, não foi nada diferente do que eu já conhecia. A química era incrível, ele foi um fofo na hora, mas parou por aí. Puramente físico, foi o que ele disse. E onde eu achei que havia sentimento mais profundo, percebi que era fogo de palha, que incendiava ao mais leve toque, e apagava quando nos separávamos.

Faltou amor, sobrou paixão. Marcou por ser a primeira, só isso. Hoje, sexo e amor é o que importa. E isso marca muito mais.

Robbie Jacks


Sua voz era grossa. Suas roupas, sempre largas. Quando ficava brava (o que não era raro), gritava conosco e tirava pontos de nossa média sem perdão. Muitos tinham medo, ou raiva dela. Eu, no entanto, a adorava.

Minha escola era pobre e minha professora, longe de ser ideal. Seu jeito bem masculino de andar e falar intimidava, mas seu jeito de dar aula cativava. Com ela, História não era apenas mais uma coleção de datas e fatos- era viva, dinâmica, e a gente viajava com as estórias que ela contava. Ninguém precisava de livro e caderno-pra quê? Quando a História é boa, a gente guarda no coração.

Dez anos depois, estudando para ser professora, pude voltar à minha velha escola e reencontrá-la. Quando cheguei, nem precisei me identificar: ela me puxou para a sala e me apresentou aos alunos, me tirando como exemplo de quão longe eles também podem ir. Pude então ver com mais clareza o que me fascinava tanto: seu carinho e orgulho, por trás da fachada dura, e a crença de que seus alunos podem sair daquela realidade difícil. Sim, professora, a gente pode e, se hoje sou professora, foi por que você me mostrou que aprender e ensinar pode ser muito divertido.
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