
Nas comunidades de relacionamento, há perfis falsos para todos os gostos. Tem fake que fala tudo na lata, doa a quem doer. Tem fake que é popular, tem mil comunidades e amigos. Tem fake que é artista, ou parece um, lindo e photoshopado, atraindo fãs e adoradores, todos embasbacados com a beleza da foto. Mas nada disso é real, ou é?
A menos que eu esteja louca, um fake é, por definição (e por dicionário) uma falsa representação de quem o criou. Ou melhor: um fake é, na maioria das vezes, tudo o que a pessoa quer ser, mas seja por timidez, medo ou repressão, acaba não sendo. Com o benefício do anonimato, essa máscara nos dá a sensação de liberdade para sermos quem quisermos e vivermos através desse personagem.
No mundo virtual, ser fake pode trazer popularidade e poder, e nem sempre isso é ruim. Se com ele você percebe como é bom mostrar suas opiniões, aprende a lidar com as críticas e passa a encarar a vida com bom humor, provavelmente você vai querer experimentar essas mesmas sensações nas suas relações reais, de "cara limpa". Quem apenas se esconde atrás de um fake, de um computador, de um personagem, tem problemas que vão além de uma simples identidade falsa.
Todo mundo pode se reinventar. Todo mundo pode mudar. Tudo o que somos/queremos do nosso fake está dentro de nós. Basta procurar.
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