Robbie Jacks
minha loja favorita!!





Nas comunidades de relacionamento, há perfis falsos para todos os gostos. Tem fake que fala tudo na lata, doa a quem doer. Tem fake que é popular, tem mil comunidades e amigos. Tem fake que é artista, ou parece um, lindo e photoshopado, atraindo fãs e adoradores, todos embasbacados com a beleza da foto. Mas nada disso é real, ou é?

A menos que eu esteja louca, um fake é, por definição (e por dicionário) uma falsa representação de quem o criou. Ou melhor: um fake é, na maioria das vezes, tudo o que a pessoa quer ser, mas seja por timidez, medo ou repressão, acaba não sendo. Com o benefício do anonimato, essa máscara nos dá a sensação de liberdade para sermos quem quisermos e vivermos através desse personagem.

No mundo virtual, ser fake pode trazer popularidade e poder, e nem sempre isso é ruim. Se com ele você percebe como é bom mostrar suas opiniões, aprende a lidar com as críticas e passa a encarar a vida com bom humor, provavelmente você vai querer experimentar essas mesmas sensações nas suas relações reais, de "cara limpa". Quem apenas se esconde atrás de um fake, de um computador, de um personagem, tem problemas que vão além de uma simples identidade falsa.

Todo mundo pode se reinventar. Todo mundo pode mudar. Tudo o que somos/queremos do nosso fake está dentro de nós. Basta procurar.
Robbie Jacks






Todos os dias, ao chegar da escola, a primeira coisa que eu fazia era colocar o cd deles para tocar. E cantava junto. Em alto e bom tom. Quando anunciavam alguma aparição deles na TV, eu ficava grudada na tela, com o botão no rec do videocassete, pronta para dispará-lo a qualquer momento. Minha mesada era dedicada à eles. Comprei pôsteres, blusas, chaveiros e revistas em línguas que sei que nunca vou aprender, só por causa da carinha deles. Foi uma pequena fortuna bem investida.

Quando eles vieram ao Brasil pela primeira vez, quase pirei. Acordei cedo, juntei as amigas e corremos para o hotel. Não deu para vê-los de perto, mas só de estar ali, respirando o mesmo ar que eles, já valia a pena.

Algum tempo depois, foi a vez de ir ao concerto. Acampei na fila, pintei minhas unhas de preto e azul (em homenagem ao CD) e quase morri sufocada na multidão ansiosa. A emoção de vê-los foi tanta que mal me lembro do show. Não lembro nem como cheguei em casa. Mesmo assim, não trocaria aquela época por nada.

Sim, meu passado me condena: já fui fanática pelos Backstreet Boys. Acredito que superei a fase louca, mas minha prova de fogo vai ser agora em março. Será que meu presente vai me condenar também?
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...