Robbie Jacks




Desde pequenos, ouvimos a mamãe e as professoras contando histórias maravilhosas, passadas em reinos distantes, onde o bem sofre o diabo mas, no fim, acaba vencendo o mal. Sabemos que são só histórias e que a realidade pode ser cruel e dar a vitória ao mal, mas aprendemos com a vida que nada é tão simples quanto os contos nos faziam acreditar.

Essa história de cotas nas universidades públicas é a mesma carochinha: têm-se, de um lado, o oprimido e, do outro, o mal soberano, rindo da desgraça do outro. E o que se faz com tamanha injustiça? Oras, devemos dar oportunidades para os coitadinhos do bem: ABRAM-SE OS PORTÕES DA UNIVERSIDADE PÚBLICA MÁGICA!!!

Acontece que a universidade não é mágica, e quem está dentro não é mau nem soberano. Quantos anos aqueles alunos ficaram debruçados nos livros, tentando decorar cada matéria para o vestibular? Quantos deles não trabalharam, ou fizeram os pais trabalharem mais, para pagar cursinhos e aulas particulares? E de repente chega alguém que, por não ter tido tanta "sorte" quanto ele, ocupa sua vaga? Isso é justiça ou preconceito camuflado?

Já está na hora de deixar a desculpa da escravidão, da pobreza, da falta de oportunidades e da raça de lado. Tentar suprir a carência de toda uma vida escolar com essa política de Robin Hood é desrespeitar quem ralou para estar ali e subestimar a inteligência do próprio contemplado. Sabe-se muito bem que uma vaga para entrar não garante o emprego no final, e nem a melhoria de vida. Porque entrar é o menor dos problemas. O resto da sua vida depende do quanto você se esforça dentro da faculdade. E não há cota nenhuma que garanta um bom desempenho.



Minha melhor amiga na faculdade entrou por meio de cota. Nós duas somos pardas. Quase que eu fiquei de fora por conta disso. Se o destino tivesse sido só um pouquinho diferente, hoje poderíamos ser inimigas mortais :-)
Robbie Jacks


Essa palavra sempre me assustou. Não porque eu não tivesse medo do casório em si, afinal, quem não quer usar aquele vestido branco de princesa e ter uma festa inteirinha dedicada à sua pessoa??

O que me deixava cabreira era a questão do NOIVO. Quem seria ele? Quem seria esse homem que, de tão maravilhoso, me faria esquecer que outros homens maravilhosos existem, e me faria viver somente para fazê-lo feliz???

Confesso que ainda ando às voltas com o tema. Toda vez que começo um namoro, começo a fantasiar como seria a vida casada com aquela pessoa, e se suportaria acordar todos os dias olhando para a cara do indivíduo. Já terminei muito namoro por causa disso, sabia? Casamento virou meu termômetro: quando você começa a imaginar como será a cara do seu futuro amante, é meio óbvio que o namoro acabou!

Hoje em dia meu namorado fala muito em casamento. Muito mesmo. Excessivamente. Tanto que, tentando disfarçar, pediu para eu checar o tamanho do meu dedo, mas não me disse para quê. Não é fofo demais? Eu acho. Sem contar que já moramos juntos por dois meses e não nos matamos, então acho que é um bom sinal, não? Consegui acordar todos os dias desejando ver somente a carinha dele ao meu lado...
Nunca fui o tipo de menina que sonha com o casamento desde criança. É claro que, na minha inocência, achava que aos 25 anos eu estaria casada com um cara normal e vivendo uma vidinha monótona. Mas agora eu estou aqui, meio relutante em relação ao casamento mas pesquisando uma coisinha aqui e outra ali, já me permitindo sonhar com um conto de fadas...

Mushy, te amo muitoooo!
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