Robbie Jacks



Nunca entendi minha mãe. Sempre amei-a, é claro, mas nunca a entendi.

Já se foram 5 anos desde que minha mommy deixou este mundo, e até hoje não consigo entendê-la. Na minha cabeça, nós éramos melhores amigas e, embora eu tivesse que lidar com a maioria das minhas dúvidas sozinha, acho que ela estava lá.

O fato é que não consigo me lembrar como era nossa relação, ou melhor, acho que nunca parei para refletir sobre isso. Ela morreu quando eu estava começando a parar de questionar o mundo para tentar entendê-lo, e o fato é que me faltou tempo para tentar entendê-la. Ela foi mãe muito tarde, não tinha muita paciência para as minhas bobeiras (que para mim não eram bobeiras). Além de tudo ela era professora, e acho que já estava de saco cheio de crianças quando chegava em casa (e eu e meu irmão não éramos mole!).

Ela dizia que eu era muito mais apegada ao meu pai, mas não sabia que eu chorava todas as noites com medo de perdê-la e acordava sorrindo todos os dias por saber que ela ainda estava lá. Eu a acusava de preferir meu irmão, o "filho pródigo", e ela dizia que era assim porque eu sabia me virar. Até hoje acho que isso não é motivo para prescindir de mãe.

Tudo o que sou hoje não sei se devo à ela ou à mim mesma. Ela sempre disse que eu era muito independente, mas eu carecia demais do seu afeto. Não que ela não me desse carinho, deu-me tudo o que uma menina precisa para ser feliz. Ela era especial, e fez de tudo para que eu e meu irmão nos tornássemos pessoas críticas, independentes, felizes. Por causa dela, vi o Coelhinho da Páscoa numa fazenda no interior e Papai Noel atravessando a Lua num trenó. JURO que vi!

Minha mãe era especial, amiga, MÃEZONA. Pena que eu não tive tempo para entendê-la.




N ascida em Minas Gerais
I dealista demais
L evo esta vida sonhando
V ivo sorrindo e cantando
A final, encontrei paz


N. V. Calabre
Robbie Jacks


Escrever (e, com isso, quero dizer ESCREVER BEM) é uma dádiva, um prêmio, praticamente uma bênção do Senhor (nuóssa, exagerei!). Quem tem esse poder de se comunicar com os outros através da escrita não deveria deixar esse dom passar despercebido, concorda?

Este blog foi criado sem fins lucrativos (ainda). Escrevo pelo puro prazer de ser lida, de ter minha voz ouvida, de ver vocês comentando. Aqui, escrevo o que quero, o que sinto, o que acho. Cabe a quem me lê fazer seus próprios julgamentos e tomar suas próprias decisões. Não estou aqui para influenciar ninguém.

Dito isto, é claro que sei que, se eu fosse uma Marimoon da vida, e ganhasse para escrever/falar/publicar o que quer que seja a meu respeito, tomaria mais cuidado com as palavras pois, no final das contas, quem se destaca na mídia acaba influenciando os outros mesmo, seja para o bem ou para o mal.

Quando se é livre (ou parcialmente, pois ainda escrevo para uma revista de bons costumes hehe), pode-se tocar em assuntos delicados, falar da vida pessoal, ser contrário à maioria. Se eu ganhasse dindim para escrever, no entanto, ficaria um pouco mais restringida, mas com certeza muito mais feliz, e vocês sabem o porquê! Porque seria o supra-sumo da felicidade ser paga pra fazer o que mais se gosta, não?

Eu postaria por dinheiro sim, aliás, ser paga para escrever é o sonho de muita menina blogueira. Assim como todas as profissões, escrever, seja em blogs, jornais, revistas, whatever, é uma atividade que merece remuneração. E se para realizar esse sonho eu tivesse que me adaptar ao cliente, é claro que o faria. Agora, o que eu não faria NUNCA deixo pregado nesse mural para meus futuros chefes:





Beijos!!!
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