A indústria musical carece de bons exemplos, ou melhor, carece de bom senso. Foi-se o tempo em que o artista batalhava para que suas canções chegassem ao topo, fazia uma maratona de shows para divulgar seu trabalho, e via todo o seu esforço recompensado na forma de um pequeno gramofone dourado que lhe concedia o status de estrela.
Voltando à triste realidade, assisti dia desses a Amy Winehouse (ou Casa de Vinhos,rs) fazer uma apresentação lamentável direto de Londres (porque os EUA são burros mas não são bestas) onde a cantora (?) tentou entoar o cântico Rehab (e a discreta ironia?) mas parecia à beira da overdose. E ainda assim, caindo pros lados, enrolando a língua e com olhar de quem estava vendo gnomos, Amy me sai dali com 5 Grammys!!!
Os fãs que me desculpem, até acho legalzinha as músicas, mas abrir a sacola dos Grammys para alguém que fez pouco ou nada além de passar os dias se drogando, perdendo os dentes, gritando pelo namorado encarcerado e trocando a cor do picumã não merece esse prêmio. Ou talvez eu seja conservadora demais e a Amy que está na onda certa de fazer show drogada. Vou então rever meus conceitos e aguardar ansiosamente os Grammys da Bitchney e os Oscars da Linsday Lohab...
